Metodologia de 9 entre 10 análises de risco em ambientes de rede por aí:
- Define ativos e valor dos ativos
- Para cada tecnologia, verificar ativos com base em checklist com as milhares de vulnerabilidades existentes e settings de segurança
- Usar o valor do checklist que define a probabilidade, multiplicar pelo valor do ativo e achar o risco, para cada vulnerabilidade e a soma de cada ativo/ambiente/entidade.
Muito bonito, mas caro e de eficiência duvidosa para quem já tem um programa de segurança razoável. Por quê?
Quando eu fazia essas análises, percebia que a conclusão era quase sempre a mesma: a máquina está com configuração default. Sendo assim, não é necessário checar 100 itens, é mais fácil perguntar para os responsáveis "vocês tem um padrão de configuração de segurança?". Quanto aos patches, "vocês tem um processo de patch management?".
É claro que é bom auditar, afinal de contas é importante verificar se esses processos são eficazes. Mas aí a abordagem já é diferente, a começar que deve haver um discovery na rede ao invés de trabalhar com uma lista de máquinas fornecida pelo cliente. Afinal de contas, as máquinas "escancaradas" costumam ser aquelas que nasceram "por fora" dos processos, os responsáveis pela rede nem costumam saber de sua existência (ou sabem mas assumem que elas não trazem riscos, pois é "só teste").
Com uma entrevista, um bom processo de discovery (viva NMAP!) e alguns testes simples já é possível matar o problema das máquinas e serviços não autorizados, configurações inadequadas e patches faltando. A maior parte das análises por aí para neste ponto. O mais poderia agregar valor (hugh) ficou faltando. A inteligência.
Quando eu fazia essa análises (replay :-)), gostava de sentar na frente da máquina e "passear" pelo desktop, pelos diretórios, bases de dados, etc. Era nessa hora em que eu conseguia identificar alguns absurdos, como arquivos com senhas de aplicação em compartilhamentos, bases de dados rodando com excesso de privilégios, etc. Coisas que nem sempre "cabem" em um checklist, mas que a visão de alguém com mais experiência no assunto e sem estar contaminado pelo dia a dia da empresa ("nós deixamos esse arquivo assim em todos os servidores") pegam com muita facilidade.
A consultoria que for capaz de trabalhar assim, reduzindo o custo da análise "burra" e agregando a inteligência, vai se destacar. Por enquanto, quase tudo é "more from the same".